search instagram arrow-down

Bikepacking in Morocco, 2018

Lille para Lisboa, 2018

Portugal de Bicicleta, 2017

Pois cá estou, chegadinho a Dijon. Contam-se agora 762 quilómetros desde que saí de Lille.

A meio do caminho, pus-me a pensar no quanto é importante parar de tempos em tempos, quando se viaja de bicicleta. Não há motivo nenhum para se atravessarem longas distâncias com quilos e quilos de coisas agarrados à bicicleta, assim como não existem lugares melhores ou piores para se descansar. Portanto, escolha dentro do que lhe aparecer, e aproveite o que houver no lugar para comer e beber.  Pela França, já se sabe, ora são baguettes ora croissants.  O que não falta nesta parte do planeta é trigo – atravessei horas e horas de trigais!

Quanto aos lugares onde descansar, as minhas escolhas costumam ser as margens de um rio, os jardins das cidades por onde passo ou a sombra acolhedora das belas árvores que encontrou (ou me encontram) pelo caminho. Fica-me a pergunta de como seria o mundo se todos começassem a fazer viagens de bicicleta… onde encontraria eu árvores desocupadas como esta para a minha sesta? Ah não! Fiquemos assim – continuem dirigindo carros e deixem-me a mim aproveitar estas maravilhas!

32203458_185995148718390_2438713702325682176_n

A questão é a chuva, quando aparece. Foi o que obrigou a parar aos 225 quilómetros de pedalada diária. Praticamente derretido dentro da minha tenda em Auxerre, só me restou observar os cântaros que caíam lá fora. Nada animador para o fim de semana que me aguarda nos Alpes, e por isso dou uma rasteira ao tempo e decido pedalar durante a noite. De qualquer forma (penso), agora preciso de um descanso. Amanhã cedo (penso antes de fechar os olhos) será um novo dia, e essa é afinal a beleza de tudo isto. Não existem dias ruins se permaneces atento ao que faz as coisas avançarem adiante. E Dijon estava mesmo logo ali adiante!

32745508_600682273619775_7264744015029862400_n

Acordei de fato muito cedo. Pus-me a pedalar às 4 da manhã e assim fui até às 3 da tarde, até chegar a Dijon. Daqui de onde me encontro agora, já estou mesmo a ver a paisagem a transformar-se: passo das planícies abarrotadas de plantações de trigo aos cumes das altos picos dos Alpes. Será melhor que mantenha a minha mente focada – os próximos cinco dias serão duros como rocha!

 

One comment on “Dijon et la moutarde

  1. Anónimo diz:

    Ler seu texto nos faz ter vontade de pegar a bike e sair a viajar…..Força e que os Alpes te acolham bem.

    Gostar

Deixe uma Resposta para Anónimo Cancelar resposta
Your email address will not be published. Required fields are marked *

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: