Spin to win

Qualquer um, independente do nível de prática, consegue realizar uma viagem de bicicleta sem muito treino. A única variante é a quantidade de quilómetros que se faz por dia. Podemos começar com 15 ou 20 para quem não costuma andar de bicicleta, assim como podemos chegar aos 200 para os mais veteranos nesta ciência de “dar voltas ao pedal”. O que é fantástico destas aventuras é a partilha que, independente de irmos sozinhos ou acompanhados, está sempre presente.

Em Maio arranco para a minha viagem anual de bicicleta, para já não é um ano inteiro a pedalar. Eu sou daqueles que gosta de percorrer longas distâncias todos os dias: quero realizar o maior percurso possível no menor tempo. Tudo isso está adequado à motivação principal que é a descoberta de uma aventura, que por outras palavras que dizer que não existe competição. Para estar minimamente preparado para pedalar durante várias horas e vários dias, gosto de intercalar algumas “mini” viagens nos dias livres da minha semana antes da “partida real”. É o suficiente para entrar no clima da aventura e preparar o corpo para viver a mesma. Por isso mesmo, no último final de semana, junto com um grande amigo, fui (re)descobrir as estradas do Ribatejo e Oeste numa aventura de 320 km com direito a muita chuva, intercalada com algum tímido bom tempo.

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De Lisboa seguimos a Estrada Nacional 10 até Vila Franca de Xira, onde decidimos atravessar o Tejo em busca de estradas mais tranquilas depois dos vários banhos de camiões, carros… e até carroças num percurso que melhor teria sido percorrido de barco. Em Salvaterra de Magos o tempo decidiu melhorar e em Escaroupim o sol decidiu dar as caras. Acompanhou o caminho até a Golegã onde, infelizmente, encontramos a porta do Camping Municipal, meta para o descanso e banho quente, já fechada. Era noite, não chovia mas os pés ensopados depois de 100 km não poderiam continuar molhados. Encontramos abrigo junto aos Bombeiros Voluntários da Golegã, que muito prontamente encontraram um sítio para que os dois ciclistas, pouco informados sobre a política de abertura e fecho do Camping Municipal da respectiva cidade, pudessem passar uma noite descansada para seguir viagem no dia seguinte.

Não é novidade, mas não deixa de ser surpreendente. Viajar de bicicleta permite que mais coisas aconteçam contigo. Quando perguntamos por informações, a simpatia e prontidão só se calam frente à oferta dum copo d’água, ou até mesmo um café e um bolo para os mais generosos. O mesmo acontece com peregrinos que decidem caminhar até Fátima em Maio (e durante o resto do ano), para demonstrar devoção pelas mais variadas razões, a humanização do esforço é traduzida em gentileza quase que sistematicamente. Vale a pena sobreviver ao desprendimento do controle daquilo que nos acontece e deixar que, mesmo que entre limites, o inesperado aconteça.

O restante da aventura correu bem e já em casa planeia-se a próxima. Para além de constatar a suficiente forma física para arrancar com uma aventura de mais de 4000 km também pude experimentar um acessório brutal para quem procura aumentar a praticabilidade da sua bicicleta sem ter que parar de pedalar.

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Embora ainda os mapas em papel representem um “must have” para quem viaja, devemos acompanhar a revolução tecnológica e tirar proveito da mesma. Como suporte de telemóvel, para verificar o percurso e outras informações durante o caminho sem ter que parar de pedalar, o alforge de quadro da DECATHLON é fantástico. Tem uma tela táctil para não ter que tirar constantemente da proteção como também possui duas bolsas laterais integradas onde podemos levar barras, ferramentas, chaves, carteira e tudo o que mais utilizemos durante o dia ao alcance das mãos.

Este é outro que vai compor o meu equipamento para percorrer os mais de 4000 km em Maio e sem dúvida vai permitir parar menos e desfrutar mais!

 

Um pensamento sobre “Spin to win

  1. Pingback: Sem limites de voltas – DE BICICLETA

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