Ação, Reflexão: Ação

Uma viagem de bicicleta é a coisa mais simples do mundo.
Agarro na bicicleta, velha, nova ou do vizinho. Arranjo um par de alforges, ou dois pares se fores daqueles tradicionais que levam a casa para onde vão, talvez até mesmo um cesto frontal, destes que são fixos no guiador da bicicleta, que servem para levar coisas mais pequenas, determino o destino e… Nunca pensaste que para quebrar a rotina, fugir de casa ou simplesmente aventurar-se fosse preciso tão pouco, não é? Afinal de contas, é mesmo verdade. No limite, tudo é possível e tu podes partir hoje para onde bem quiseres. Obviamente, o possível pode tornar-se agradavelmente alcançável ou dificilmente realizável, a escolha é nossa.

No meu caso, quero que seja alcançável. Não necessariamente agradável durante todo o tempo, pois sei que nada que é doce, sem nunca antes também ter sido salgado, mas quero sem dúvida finalizar aquilo que proponho. No meu caso, uma viagem de bicicleta. E pergunto-vos eu, como é que se prepara uma viagem de bicicleta? Primeiramente, o percurso. Isso porque é o percurso que vai ditar a fase seguinte: o treino. Se for curto, com percursos entre 20 ou 50 km por dia, os passeios no parque ao fim da tarde fazem uma boa base. Lembra que vais parar durante o percurso para visitar locais, tirar fotos ou comer, assim que 50 km passam a voar. Da mesma forma, se o percurso (dias e distância) aumenta, também é preciso considerar e preparar-se minimamente para além dos passeios no parque. No meu caso, gosto de fazer longas distâncias todos os dias. Chegar ao fim da jornada, quando sol já nada ilumina, e relembrar o trajeto que fiz à medida que verifico o traçado no mapa é uma sensação espetacular!
Desta forma, e porque também gosto da adrenalina que proporciona, participo de algumas competições abertas de ciclismo de estrada (AKA Granfondos) com alguns amigos do trabalho que, assim como, partilham uma paixão profunda pela bicicleta.
Pela paixão unidos e movidos, no passado domingo estivemos em Setúbal para participar do GRANFONDO ARRÁBIDA, um evento fantástico, cujo percurso faz-nos visitar os confins da belíssima Serra da Arrábida. No entanto, mesmo com os quase 2000 metros de ascensão acumulada, o grande desafio acabou por ser a meteorologia. Com chuva, sol e até mesmo granizo na parte mais alta da Arrábida, as centenas de ciclistas puderam desfrutar, mediante algum sofrimento – o habitual do ciclismo, de uma jornada de quase 120 km de muita aventura, com um ambiente molhado e frio, mas sem dúvida acolhedor e animado por parte da organização!

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O ciclismo é assim, sorrimos em conjunto, sofremos em conjunto e qualquer um de nós se o vir parado na berma da estrada vai preocupar-se em certificar de que está tudo bem contigo. Com isso, finalmente posso dizer que iniciei a minha preparação para a grande aventura de 22 dias que tem início no dia 20 de Maio com um percurso aproximado de 4000 km. 

Mas afinal de contas, quem veio antes, a ação ou a reflexão? Não faço a menor ideia, mas se a minha vida dependesse da ação de optar,  optar-me-ia por agir e optar… Ou optar por agir? Nunca é fácil explicar coisas sobre as quais muito reflectimos. Agir sobre elas, tampouco, o importante é mantermos o norte no foco e deixar o sul preocupar-se com o resto.

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